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Escritório Bernardes Arquitetura assina o novo projeto do Teatro Brincante

201609-brincante  Foto: Silvia Machado

 
Depois de 21 anos de operação em um galpão de 800 m2 na Vila Madalena, o Instituto Brincante foi obrigado a deixar a sua sede. Como um dos reflexos da especulação imobiliária em São Paulo, o imóvel foi vendido para uma incorporadora que está construindo um prédio no local onde o teatro-escola fez sua história.
 
Amparados por uma grande comoção popular, que teve alguns marcos importantes como uma ciranda de 10 mil pessoas no Parque do Ibirapuera pedindo #FicaBrincante e uma campanha de financiamento coletivo que levantou mais de R$100 mil, o casal de artistas Rosane Almeida e Antonio Nóbrega conseguiu angariar recursos para a construção de uma nova sede a poucos metros da anterior, no número 412 da mesma rua Purpurina, em duas casinhas que eles possuíam e onde funcionara a produtora de Antonio Nóbrega até então.
 
Além de contribuir financeiramente com o projeto, o Instituto Alana, grande apoiador do Brincante, convidou o escritório Bernardes Arquitetura para se juntar à causa e fazer o projeto do novo Teatro. Outros parceiros importantes se juntaram ao time para tornar o sonho de um novo Brincante, possível: a Abividro doou 400 m² entre vidros, vidros de conforto acústico e espelhos e a Associação Novo Teatro de São Paulo cedeu todo o equipamento de luz e som.
 
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Conheça mais sobre o projeto, na explicação do escritório Bernardes Arquitetura:
 
“A nova sede ocupa uma área bastante reduzida em relação à anterior. Em um terreno de 320 m² e orçamento fixo, os arquitetos atenderam às necessidades de criar um auditório para cerca de 80 pessoas, sala de ensaios, espaço para armazenamento de instrumentos, figurinos e adereços, além de área administrativa e espaços de apoio.
 
O partido arquitetônico adotado privilegia a comunicação direta do edifício com a rua e o bairro que acolhe o Instituto por décadas, a Vila Madalena. No nível da rua, a transição entre espaço público e privado se dá por brises verticais de madeira espaçados que buscam convidar o olhar público à constante construção cultural do Instituto. O acesso acontece por uma pequena praça onde o público encontra a bilheteria, que pode funcionar também como bar nos dias de eventos e, ao lado direito do lote, o túnel de acesso ao palco do auditório.
 
O eixo principal de circulação acontece pela escada helicoidal situada na lateral esquerda do lote. Trata-se de uma conexão vertical externa que liga os três níveis: térreo, mezanino e pavimento superior.
 
O mezanino é ao mesmo tempo área de transição e permanência ligada ao auditório. Serve também como uma ampliação do foyer do térreo, permitindo um acesso direto ao nível superior da arquibancada e à uma passarela criada sobre a área do palco, com intenção de ampliar a capacidade do auditório, possibilitar intervenções artísticas em dois planos e conectar-se ao jardim que está na parte posterior do palco.
 
No último pavimento temos sala de reunião, escritório, copa, vestiário, além da sala multiuso que é iluminada por um grande pano de vidro, parcialmente protegido pelo brise em madeira e pela esquadria da cobertura em shed.
 
Ressalta-se, por fim, que através da comunicação visual direta da nova sede do Brincante com a rua, pode ser expresso o diálogo formal possível entre o local da representação do mundo (palco) e o de sua apreensão (rua, bairro, cidade)”.
 
 
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Os vidros têm um papel especial no projeto, nas palavras da própria Abividro:
 
“O prédio precisaria ter bastante iluminação natural, conforto ambiental e uma eficiência acústica que pudesse isolar os 120 db dos instrumentos de percussão que lá serão utilizados em ensaios, aulas e espetáculos.
 
Além disso, a ideia era privilegiar a comunicação direta do edifício com a rua e o bairro, um processo de interação e de visões.
 
Iluminação, comunicação com o exterior, isolamento acústico. Tudo isso só poderia estar acomodado em um único projeto se o vidro fosse o protagonista.
 
Assim, o escritório Bernardes arquitetura tomou a decisão e fez a escolha: vidros de eficiência acústica envolvem o prédio permitindo que o teatro funcione ao lado de residências e escritórios.
 
Foi então que a Abividro – associação que representa as indústrias automáticas de vidro no país, através de suas associadas, doou cerca de 400 m² entre vidros, vidros de conforto acústico e espelhos, para a nova sede do Instituto Brincante.
 
O projeto envolve um planejamento acústico com vidros insulados e câmaras de 50 e 20 mm para garantir o conforto acústico para a vizinhança”.
 
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