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Vidro é capaz de regenerar a pele e restaurar cicatrizes formadas por queimaduras ou acne

Os pesquisadores do Departamento de Engenharia de Materiais da Universidade Federal de São Carlos (Ufscar) criaram um produto que promete acabar,  ou minimizar, com as cicatrizes provocadas por queimaduras ou acnes severas.
Trata-se do F18, nome da fórmula obtida a partir do biovidro, material capaz de se ligar quimicamente aos tecidos e, assim, desencadear a regeneração da parte danificada da pele.  O produto também apresenta chances pequenas de rejeição, como indicaram testes de laboratório, segundo reportagem publicada no portal Saúde Plena nessa terça-feira (3).
O F18, ao contrário dos vidros bioativos, tem baixa tendência à cristalização e alta bioatividade, possibilitando a obtenção de fibras e tecidos para serem aplicados em úlceras na pele, queimaduras, lesões cutâneas, regeneração de ossos e fraturas.
Segundo o Saúde Plena, a patente do novo produto foi registrada este ano e deverá passar por uma série de etapas até chegar aos pacientes, incluindo testes clínicos em humanos e a liberação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para que uma empresa comercialize o produto.
O pesquisador Murilo Camuri Crovace, pós-doutorando do Laboratório de Materiais Vítreos (LaMav) do Departamento de Engenharia de Materiais da UFSCar, estima que o produto chegue ao mercado em dois anos, mas esse prazo pode ser maior.
Dentes
Na UFSCar, diferentes aplicações já foram pensadas para os vidros bioativos.  Um deles é uma técnica, registrada há 12 anos,  que pode ajudar pacientes com hipersensibilidade dentária crônica, dor aguda desencadeada pela ingestão de alimentos e bebidas quentes ou geladas, provocada pela retração das gengivas.
Outra aplicação possível do vitrocerâmico está na área de implantes dentários.
Ossos e olhos
Os biovidros foram usados ainda no desenvolvimento de ossos artificiais para microimplantes no ouvido médio humano. Feitas à base de silicato, as peças podem substituir o estribo, a bigorna e o martelo, entre outras estruturas ósseas.
O mesmo material também pode ser usado para implantes oculares, substituindo os chamados olhos de vidro.   O implante orbital está sendo avaliado por pesquisadores do Departamento de Oftalmologia da Faculdade de Medicina da Universidade Estadual Paulista (Unesp), câmpus Botucatu, com cerca de 30 pacientes que passaram por procedimentos de remoção de um dos olhos em função de traumas graves. De acordo com um relatório feito pela equipe cirúrgica responsável pelo teste, até agora nenhum dos pacientes apresentou complicações.
Fonte: SP4 Comunicação