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Energia solar terá dois leilões em 2015

Este ano o governo federal realizará dois leilões para a contratação de energia elétrica de projetos de fonte solar, segundo reportagem do jornal Valor Econômico publicada nesta terça-feira, 17.
Além da licitação marcada para 14 de agosto, será feito outro leilão em novembro, para negociação específica de empreendimentos de energia solar e eólica, sem competição entre as fontes. O objetivo é dar continuidade à contratação de energia solar para estimular a instalação de fabricantes de equipamentos no país.
O leilão de agosto negociará contratos na modalidade por quantidade, com início de fornecimento em agosto de 2017 e prazo de suprimento de 20 anos. Os empreendedores interessados devem fazer o cadastro dos projetos na EPE até 14 de abril. O segundo leilão negociará o mesmo tipo de contratos, porém com início de fornecimento apenas em novembro de 2018.
De acordo com o Valor, para obter crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)  há critérios de índices de nacionalização, que estabelecem a montagem dos painéis em território nacional. Atualmente, apenas a SunEdison tem planos de erguer uma fábrica no país. A empresa espanhola formou uma joint venture com a Renova Energia,  controlada pela Cemig, que investe em fontes alternativas.
Assim como os fabricantes, as geradoras também têm interesse em investir em projetos de energia solar fotovoltaica. No leilão de 2014, foram inscritos 400 empreendimentos, com 10,7 mil megawatts (MW) instalados. Foram contratados 31 projetos, totalizando 889 MW de potência, ao preço médio de R$ 215 por megawatt-hora (MWh), com deságio de 17,9% em relação ao preço máximo proposto em edital, de R$ 262 por MWh.
O preço, no entanto, é a principal ameaça para o próximo leilão. A expectativa dos investidores é que o preço-teto a ser anunciado para a licitação seja maior que o definido para o leilão anterior, a fim de acomodar o salto na cotação do dólar e o aumento da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), base para os financiamentos do BNDES, que passou de 5% para 5,5%.
Para a Renova Energia, a frequência dos leilões é o item mais importante para estimular o segmento no país.  A empresa, que tem forte atuação no setor de eólicas, vendeu 106 MW de quatro parques solares a serem desenvolvidos na Bahia no leilão de 2014 e prevê investir em até mil MW de energia fotovoltaica no país, junto com a SunEdison. A Neoenergia, que pertence à Iberdrola, Previ e Banco do Brasil também tem interesse.
Fonte: SP4 Comunicação
Foto: Reprodução Internet