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Distribuição de gás natural atrai comercializadoras de energia elétrica

As comercializadoras de energia elétrica estão  investindo no ramo da gestão do consumo de gás e, no futuro, investirão nas operações de compra e venda de energético, com a perspectiva de aumento expressivo da oferta de gás natural no Brasil, principalmente na camada pré-sal, de acordo com reportagem do jornal Valor Econômico de segunda-feira, 29. Segundo o Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) 2023, a produção de gás natural brasileira deverá aumentar de 62,2 milhões de metros cúbicos diários para 134,31 milhões de metros cúbicos diários em dez anos.
A análise, realizada pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), indica também que a demanda pelo energético no País aumentará de 82,5 milhões de metros cúbicos diários para 127,7 milhões de metros cúbicos diários, no mesmo período. A demanda saltará de 32,2 milhões de metros cúbicos diários para 54,3 milhões de metros cúbicos diários até 2023, considerando apenas o segmento industrial, principal nicho de mercado para as comercializadoras.
Atenta a esses números, a comercializadora de energia Comerc, criou uma joint- venture com a consultoria Gas Energy para prestar serviços na área de gás natural. A empresa, Comerc Gás (na qual a Comerc tem 60% e a gas Energy, 40%) , negocia contratos para realizar a gestão de consumo de gás de três potenciais grandes clientes, segundo o Valor Econômico.
Essa nova empresa prevê  crescimento de 40% para o mercado industrial de gás natural  nos próximos cinco anos, com a comercialização de mais de 40 milhões de metros cúbicos por dia. A Comerc Gas planeja começar a atuar no mercado livre de compra e venda de gás natural a partir de 2017, quando estiver disponível uma grande oferta do energético proveniente da camada pré-sal.
No entanto, segundo Pedro Franklin, diretor da Comerc Gas, como mais de 90% do gás do pré-sal é associado ao petróleo, esse gás contínuo não servirá para térmicas e precisará ser disponibilizado para o mercado firme. Outra que passou a investir  no setor de gás natural é a Ecom Energia, que  contratou um ex-técnico da Petrobras,  criou uma área de negócios para esse mercado e já fez a gestão de contratos  de consumo de gás de seis indústrias, que somam R$ 300 milhões por ano.
O mercado de gás natural, ao contrário do setor elétrico, ainda está bastante concentrado nas mãos da Petrobras,  que detém  o monopólio de fato da venda do energético.
Fonte: Valor Econômico