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Brasil terá papel global estratégico, diz estudo

Dentro de 21 anos, em 2035, o Brasil será um país autossuficiente na área de energia e líder na exploração de petróleo em águas profundas, além de dotado de ampla rede de fontes renováveis, segundo reportagem do jornal Valor Econômico desta segunda, 22.
As previsões são do estudo ‘World Energy Outlook’, desenvolvido pela Agência Internacional de Energia (AIE), que indica China e Índia como os principais demandantes de fontes energéticas nas próximas décadas.
A AIE destaca, no caso do Brasil, a descoberta de jazidas nos campos de pré-sal e a diversidade de fontes renováveis  – eólica, biomassa e solar – capazes de prover as limitações do potencial hidrelétrico, o que é admitido pelo Governo Federal. No entanto, o País terá de fazer grandes investimentos para oferecer energia a preços razoáveis.
Segundo o secretário de planejamento estratégico do Ministério de Minas e Energia (MME), Altino Ventura, as conclusões da AIE estão alinhadas com os investimentos previstos para o futuro. O ministério divulgou, na última semana, o Plano Decenal de Expansão de energia (PDE 2023) , que prevê cerca de R$  1,263 bilhão de investimentos para os próximos dez anos. De acordo com a reportagem do Valor Econômico, o governo federal estimou PIB médio de 4,7% ao ano para chegar a estes números.
Hoje, o Brasil importa, além de eletricidade do Paraguai, gás natural da Bolívia e carvão mineral de vários países. Segundo o PDE, haverá um investimento de R$ 879 bilhões (69,3%) na exploração de petróleo e gás, R$ 301 bilhões (23,9%) em hidrétricas, R$ 82  bilhões (6,5%) em biocombustíveis, especialmente no etanol e em derivados do bagaço da cana.
A previsão é de que, até 2023, estejam concluídas  as hidrelétricas de Belo Monte e Jirau e haverá uma expansão de 70 mil km de linhas de transmissão permitindo, assim, aproveitamento de 170 mil MW.  Há, também, espaço para expansão da energia sola. Hoje o Brasil estar em descompasso na produção de painéis, mercado liderado pela China.
De acordo com o jornal Valor, o BNDES irá dispor de uma linha de crédito, com juros entre 2,3% e 5,5% ao ano para empresas dispostas a investir em parques solares.
Fonte: SP4 Comunicação