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Fapesp participa de consórcio internacional de megatelescópio

O projeto utilizará sete dos maiores espelhos ópticos já construídos para formar um único telescópio de 25,4 metros de diâmetro

Pesquisadores do Estado de São Paulo participarão das operações de um dos principais telescópios do mundo, o Giant Magellan Telescope (GMT), que começará a ser construído em 2015, nos Andes chilenos.
A parceria é resultado da integração da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo)  no consórcio internacional do projeto. A fundação investirá US$ 40 milhões na iniciativa.
A aplicação garantirá 4% do tempo de operação do GMT para trabalhos realizados por pesquisadores de São Paulo e assento no conselho do consórcio.
Segundo Hernan Chaimovich, membro da Coordenação Adjunta de Programas Especiais e coordenador dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão da Fapesp, novas negociações estão sendo realizadas com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) para cofinanciamento e ampliação da participação a instituições de todo o Brasil.
“Há o interesse genuíno de ambas as partes que pesquisadores de todos os estados possam usufruir do telescópio e se beneficiem das possibilidades de pesquisa abertas”, afirmou Chaimovich.
Para o astrofísico João Evangelista Steiner, professor do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da USP, o GMT será um salto quantitativo e qualitativo que firmará a posição do país como participante pleno da astronomia mundial.
“Com essa medida, a Fapesp assegura que a comunidade astronômica brasileira estará na vanguarda por muitas décadas, com grandes oportunidades de descobertas científicas, atraindo novos talentos e também levando inovação para a nossa indústria por meio de parcerias internacionais.”, afirmou Steiner.
Giant Magellan Telescope
O megatelescópio será instalado no Observatorio Las Campanas, na região do Atacama, na Cordilheira dos Andes, próximo à cidade chilena de Vallenar.
A região possui altitude de mais de 2.500m, o que facilita as observações astronômicas. Além disso, a escuridão do céu do hemisfério Sul e o clima seco ajudam nas pesquisas.
O GMT utilizará sete dos maiores espelhos ópticos já construídos para formar um único telescópio de 25,4 metros de diâmetro. O primeiro espelho óptico, de 8,4 metros, já foi finalizado no Steward Observatory Mirror Lab da University of Arizona. Outros dois estão sendo lixados e polidos, e o vidro do quarto espelho deverá ser derretido no forno do laboratório em março de 2015.
São parceiras do projeto as instituições Astronomy Australia Limited, Australian National University, Carnegie Institution for Science, Harvard University, Korea Astronomy and Space Science Institute, Smithsonian Institution, Texas A&M University, University of Chicago, University of Texas at Austin e, com a entrada da Fapesp no consórcio, a USP.
Além do GMT, outros dois projetos de telescópios gigantes estão sendo desenvolvidos internacionalmente: o European Extremely Large Telescope (E-ELT), coordenado pelo Observatório Europeu do Sul (ESO), e o Thirty Meter Telescope (TMT), administrado pelo California Institute of Technology e pela University of California.
A participação do Brasil no E-ELT, aprovada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação em 2010, aguarda aprovação do Congresso Nacional.
Fonte: Agência Fapesp