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Lâmpadas incandescentes deixam de ser fabricadas no país

A partir do dia 1º de julho, as lâmpadas incandescentes  que tenham entre 41 watts e 60 watts de potência começarão a desaparecer das lojas. A importação ou fabricação desses modelos não será mais permitida a partir do mês que vem.
Os índices de eficiência da lâmpada, considerada a mais tradicional para uso doméstico do país, não atingem aos padrões determinados pelos ministérios de Minas e Energia, Ciência e Tecnologia, e Desenvolvimento, por meio de portaria em 2010.
A comercialização no varejo será completamente vetada daqui a um ano, mas a expectativa é que é que os estoques terminem em cerca de seis meses.
Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Iluminação (Abilux), foram comercializadas 250 milhões de unidades desse modelo de lâmpada em 2013, volume estável em relação ao ano anterior.
Por outro lado, as vendas das lâmpadas de LED, que são importadas no país, mais que duplicaram entre os anos de 2012 e 2013, alcançando 16,8 milhões de unidades.
O aumento na procura das LEDs seria o preço, de acordo com a Associação Brasileira de Importadores de Produtos de Iluminação (Abilumi). A entidade prevê que o valor do modelo venha caindo 50% ao ano.
“No primeiro momento, olhando o perfil do consumidor, as pessoas devem migrar para a fluorescente compacta, por causa do preço. Mas eles vão experimentar uma de LED”, disse Georges Blum, presidente da Abilumi.
Entidades do setor afirmam que as lâmpadas de LED são mais eficientes do ponto de vista de energia e reduzem o desperdício.
Países como Argentina, Estados Unidos e os da União Europeia já adotaram medida semelhante.
Diferenças entre as lâmpadas:
Incandescentes
Preço: de R$ de 2 a R$ 4
Vida-útil/ em horas: 1 mil
Fluorescentes compactas:
Preço: de R$ de 6 a R$ 18
Vida-útil/ em horas: de 6 mil a 12 mil
LED
Preço: de R$ de 40 a R$ 160
Vida-útil/ em horas: de 15 mil a 60 mil
Fonte: Folha de SP/ 10.06