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Setor da cachaça pretende multiplicar a exportação da bebida até 2018

A Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Cachaça apresentou no início do ano, em Brasília, a meta de elevar de 1 para 10% a exportação da bebida até 2018.
A cachaça passou a fazer parte do plano Brasil Maior, que implementa a política industrial do governo Dilma Rousseff. O setor pode então receber tratamento especial, como desoneração para investimentos e vendas externas, incentivo à inovação e avanços no seu marco regulatório.
Essa inclusão representa não apenas um reconhecimento da importância socioeconômica do setor, mas principalmente a percepção do enorme potencial da bebida no competitivo mercado global de destilados.
O setor de cachaça emprega direta ou indiretamente cerca de 600 mil pessoas no Brasil. Em 2013, a cachaça foi exportada para 59 países, gerando receita de US$ 16,5 milhões, o que representou um aumento de 10,71% em relação a 2012. Os principais países de destino são Alemanha, Estados Unidos, Portugal, França, Paraguai e Itália.
O apoio ao setor de cachaça tende a crescer. O Sebrae vai apoiar a participação da cachaça brasileira no Concurso de Bruxelas, que terá uma edição em junho, em Florianópolis, Santa Catarina. Serão 100 produtores que poderão contar com subsídios do órgão para participar do Concurso Mundial de Destilados, onde serão analisadas mais de 1000 amostras de bebidas de todo o mundo.
No âmbito governamental, o grande desafio é o reconhecimento da cachaça como produto genuinamente brasileiro pela Comunidade Europeia e a abertura do mercado chinês, temas que já são tratados por órgãos oficiais brasileiros.
A Câmara Setorial está ganhando abrangência na luta pelo setor e conta com a entrada de dois novos membros: a Cúpula da Cachaça, grupo multidisciplinar de pesquisa e iniciativas para o desenvolvimento do destilado e o Centro Brasileiro de Referência da Cachaça, que tem sede em Belo Horizonte (MG).
Fonte: Blog Devotos da Cachaça, por Dirley Fernandes
Foto: Reprodução Internet