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Material obtido a partir de vidro pode ser utilizado no tratamento de lesões ósseas

Descoberta de pesquisadores do LaMaV, estimula a regeneração de tecido ósseo

lesões osseas A Universidade Federal de São Carlos (LaMaV), está desenvolvendo uma descoberta, com o objetivo de utilizar o material Biosilicato, um material obtido a partir de um processo de cristalização de vidros que é altamente bioativo, e possui a habilidade de interagir com o tecido ósseo para promover sua regeneração.
O projeto foi nomeado como “Suspensão para preparação de enxertos ósseos (scaffolds)”, que significa enxertos ósseos obtidos e processo de obtenção dos mesmos. A descoberta tem a importante missão de aperfeiçoar tratamentos de lesões ósseas, já que o tecido ósseo é considerado como segundo tecido mais comumente transplantado.
O processo mais utilizado pelos médicos neste tipo de tratamento é o enxerto autógeno, realizado com material proveniente do próprio paciente. Porém, uma pequena quantidade deste material possui riscos de infecção e a necessidade de cirurgias adicionais entre outras complicações, tornam essa terapia insatisfatória. A pesquisadora da LaMaV, Ana Rodrigues, enfatiza que o uso do enxerto autógeno, é muito restrito, porque necessita da definição de um local para extração do osso que não comprometa a saúde da pessoa. “É um fator limitante e que, ao realizar a retirada do material, acaba criando uma lesão numa outra área”, afirma a pesquisadora.
A preocupação dos pesquisadores hoje é deixar este material mais poroso e que tenha funções que interajam com o osso do paciente em tratamento, que facilitariam o crescimento do tecido ósseo em seu interior e uma posterior reabsorção do material bioativo pelo organismo do paciente.
A expectativa é que os testes avancem para os de segmento clínico, que envolvem efetivamente a aplicação em pessoas. Nesta fase, existem diversos protocolos a serem respeitados e analisados, para que assim seja definida e comprovada e eficácia da descoberta no tratamento desses pacientes.