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SG reforça operação de vidros com mais de R$ 70 milhões.

O grupo francês Saint-Gobain chegou a colocar à venda em 2008 seus negócios mundiais de embalagem de vidro (garrafas e potes) e de utilidades domésticas, que só existem no Brasil sob a marca Santa Marina. A crise financeira detonada em setembro daquele ano, entretanto, esfriou os ânimos dos possíveis compradores e os franceses não tocaram mais no assunto. Há três meses o grupo resolveu agrupar seus negócios de embalagens, que estão presentes em 12 países com marcas diferentes, sob uma denominação única, Verallia. A empresa também reforçou sua linha ecológica, Ecova, que chega agora ao Brasil e tem a missão de gerar competitividade para as embalagens de vidro mediante os concorrentes de plástico e lata. A Santa Marina também passará por um reposicionamento mercadológico, mas os detalhes só serão conhecidos emagosto. Américo Géza Dénes, presidente da Saint-Gobain Vidros, que reúne as divisões de embalagens e utilidades domésticas, relata que a Santa Marina, que produz a linha de assadeiras Marinex e as de produtos de mesa, como pratos, copos, travessas e pirex, sob as marcas Duralex e Colorex, receberá investimentos industriais de R$ 70 milhões até 2015, basicamente em automação e melhoria de processos. Atualmente, as duas fábricas da Santa Marina — em São Paulo, no bairro da Água Branca e em Canoas (RS) — produzem juntas 25milhões de peças por ano, capacidade que será ampliada em 20% comos investimentos. A Santa Marina é uma empresa centenária, fundada em 1896 e adquirida em 1960 pela Saint-Gobain. No ano passado, respondeu por pouco mais de 30%do faturamento de R$ 722,4 milhões da Saint-Gobain Vidros. Aproximadamente 40% das vendas são destinadas ao mercado externo, em mais de 40 países. No Brasil informa ter mais de 80% das vendas de utilidades para fornos. Mas derrapa no segmento de copos, no qual prefere não divulgar seus números, e tem uma participação de 30% em pratos e travessas. No negócio de copos e pratos destacam-se Nadir Figueiredo e a pernambucana Companhia Industrial de Vidros (CIV). “Nossa meta é manter a liderança folgada em artigos de forno e crescer significativamente emcopos e pratos”, diz Dénes. Embalagens A Verallia detém28% domercado de garrafas e potes de vidros, segundo a empresa. É a segunda, atrás da americana Owens Illinois, dona da Cisper, que tem participação próxima a 40%. Não está nos planos imediatos da Verallia disputar a liderança. A produção de embalagens de vidro também conta com fábricas em São Paulo e Canoas e mantém uma terceira operação, em Porto Ferreira (SP). Juntas têm capacidade anual de 800 milhões de garrafas e potes, com taxa de ocupação média de 80% a 85%. O problema desta estrutura produtiva é a concentração no Sul e Sudeste,onde a empresa detém uma participação de 40%. Américo Dénes relata que a estratégia de longo prazo é estabelecer uma unidade produtiva nas regiões de consumo ascendente do Norte ou Nordeste, onde predomina a CIV. Uma unidade moderna não entra em operação com capacidade inferior a 300 milhões de unidades e investimentos de US$ 60 milhões. “Hoje o Norte e Nordeste não comportam uma nova fábrica deste porte. No momento adequado, será lá nosso crescimento.” (Fonte: Brasil Econômico – 02/08/2010)